Leia e reflita: Jean Nascimento, 20 anos, morto com um tiro na cabeça.


Domingo, 30 de março de 2014. Para mim seria mais um dia em casa descansando, esperando por mais uma semana muito “corrida”. No inicio da tarde recebi a notícia que um jovem de Conceição do Almeida foi morto com um tiro na cabeça na cidade de Cruz das Almas.

O jovem era Jean Nascimento, 20 anos. Quando me atentei para a notícia, percebi que era uma pessoa conhecida. Fiquei triste e um filme passou pela cabeça de quando o conheci e por outros encontros esporádicos pela cidade. 

E a pergunta veio na minha cabeça: até quando continuaremos ver jovens sendo mortos dessa forma? Lembrei de uma música cantada por Edson Gomes, Sociedade Falida.

[...] Nossas vidas nas ruas já não valem nada / Ninguém sabe se está vivo na próxima parada / É tanta lama, tanto vício, tanto oportunismo.../ Ninguém sabe se está vivo no próximo domingo! Essa vida aqui na terra já não faz sentido/
Nossa segurança falida! / Nossa segurança...a nossa... / Educação falida! /
Os professores falidos / Salas de aulas falida.... / A juventude falida....

Jean Nascimento, mas um jovem de família muito simples e com problemas de relacionamento, morador de “bairro pobre”, sem muita perspectiva na vida. Ignorado pela sociedade, descriminado pela maioria por seus últimos atos. Foi detido pelo crime que praticou e recentemente foi liberado e estava “livre”. O envolvimento com drogas foi inevitável, o que pode ter condicionado sua morte. 

Conheci Jean quando ainda era muito garoto, na Escola Imaculada onde também estudei e meu pai trabalhou. Em diversas vezes pude presenciar outras profissionais, como as professoras Benedita, Raimunda, Analice e Soriana cuidando dele. Jean dezenas de vezes chegava à escola sem tomar café e muito sujo do pé a cabeça, era percebida a falta de atenção com ele. Não recordo o número, mas foram muitas as vezes que meu pai, conhecido como Vovô, levou Jean lá pra casa para alimenta-lo e receber outros cuidados, algumas roupas minhas foram doadas. 

Quero chamar a atenção do quanto uma base familiar é importante para formação de um cidadão, não menos importante é a educação, saúde e assistência. 

Parece que somos livre para fazer escolhas, mas o meio, a convivência social molda o sujeito. Não sou eu que afirmo isso, mas sim o estudo da Psicologia, chamado Behaviorismo. Jean, não pôde fazer muitas escolhas, assim como o filme “Parada 174”, a vida foi lhe pregando situação e a opção era uma pior que a outra, com certeza. 

Jean virou mais uma estática para a polícia, sofrimento para a família, e o que muda? Nada! A sociedade continua fingir não ver os problemas que está ao lado, subjugando o próximo sem se atentar para a causa, mas apenas as atitudes.

Pare e reflita: Mais uma juventude interrompida, você tem culpa disso acontecer com Jean e outros milhares de jovens?

Professores fazem paralisação a partir desta segunda em Conceição do Almeida


O calendário escolar já terá uma pausa nesta semana, isso por conta da paralisação nacional dos professores, marcada para acontecer desta segunda-feira (17) até a próxima quarta-feira (19). O objetivo dos docentes é cobrar da Câmara de Deputados, em Brasília, a aprovação do projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE). Se aprovado pela Câmara e acatado pela presidência da República, que precisa sancionar o projeto, o PNE amplia progressivamente o investimento público em educação até atingir, em dez anos, a meta de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Em nota, a Secretaria da Educação (SEC) afirmou que "as aulas perdidas durante a paralisação serão repostas, cumprindo-se os 200 dias letivos no calendário escolar".

Em Conceição do Almeida, segundo a APLB, tanto os professores da rede estadual quanto os professores da rede municipal irão aderir a paralisação nacional.

Corretor de Imóveis de Conceição do Almeida se envolve em acidade na BR 101


Um grave acidente envolvendo quatro veículos na manhã desta sexta-feira (14), resultou em três mortes e três pessoas feridas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão foi no quilômetro 214 da BR-101, trecho de Governador Mangabeira, no Recôncavo baiano. Dois seguranças que estavam no carro forte da (PROSEGUR), de placa KGT-9848 (Olinda- PE), e o motorista da caçamba de placa JRN-5854 (Feira de Santana), que ainda não tiveram os nomes divulgados, morreram no local. 




Outros dois seguranças da empresa de transporte de valores e Paulo Augusto, corretor de imoveis, condutor do Siena, placa NYM-3246 (Conceição do Almeida), ficaram feridos, e foram socorridos para os hospitais mais próximos por Unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU192). O motorista da carreta de placa JMR-4201 (licença de Feira de Santana), de prenome Washington, conversou com a reportagem do Forte Na Notícia, e segundo ele, ao perceber o acidente, acionou os freios da carreta, que acabou atravessando na pista. A colisão provocou um grande congestionamento nos dois sentidos da rodovia. Os corpos devem ser removidos para o IML de Santo Antonio de Jesus. As causas do acidente são desconhecidas. 

FORTE NA NOTÍCIA

Parte do teto do Mercado Municipal desaba em Conceição do Almeida


Moradores enviaram fotos relatando que parte do teto do Mercado Municipal da feira livre, no centro da cidade, desabou nesta segunda-feira. O local foi parcialmente isolado, como mostra as imagens, mas não há nenhum tipo de sinalização sobre os riscos.

Por sorte ninguém ficou ferido. O local é utilizado por alunos da zona rural, que estudam na cidade, como abrigo para espera do transporte escolar durante a semana. Aos sábados, o local é utilizado por feirante que comercializam diversos produtos da agricultura familiar.

A causa do desabamento ainda é desconhecida, mas há suspeitas de deterioração dos materiais pela falta de conservação.

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?


As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. 

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinhas.

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Bibliografia
As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Ana Isabel Álvarez Gonzalez, 208 págs.